Mês: abril 2011

Roma-Berlim

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Passei 1 semana em Roma, Itália. Foi uma ótima viagem, adorei. Uma cidade repleta de história, como quase tudo mais que conheço na Europa. Arquitetura linda e comida maravilhosa (leiam em Notas sobre Roma). As calçadas de Roma são “inandáveis”, tudo pequeno e esburacado. O tempo estava uma delícia, passei até calor por sair com blusinha fina de frio mais jaqueta. Tava cheio de gente na rua até de sandalinha já. Fui em todos os pontos super turísticos, e em alguns não exatamente turísticos, como o MACRO (Museu de arte moderna) que não é muito grande e tem coisas muito legais, valeu a pena. Tem uma obra do brasileiro Ernesto Neto, que também tem uma obra no Inhotim, em Minas Gerais. Esta no MACRO em Roma é como se fosse uma flor, com vários temperos dentro do tecido de lycra e entramos embaixo da flor sentindo os perfumes.

Colosseo (Coliseu)
Fontana di Trevi: a do filme La Dolce Vita e Elsa e Fred
Não tive internet. Pelo que vi em Roma, wi-fi é algo que ainda não está muito na moda. As duas únicas vezes que resolvi testar quanto eu pagarei de conexão de internet via celular da Alemanha foram apenas pra avisar minha mãe que eu estava bem e a segunda vez pra avisar minha amiga que ela iria chegar em Berlim antes de mim e infelizmente eu não teria como buscá-la no aeroporto. Poisé. Perdemos o voo porque a mulher fechou o check-in na nossa cara 40 minutos antes do voo. A má sinalização também fez outros casais perderem o mesmo voo. Aí tive que pagar mais €100 pra vir no mesmo voo no dia seguinte (ou 400 a mais se fosse outra companhia!). Paguei novamente também, claro, transportes internos pra voltar pra cidade e andar na cidade de novo. Mas afinal de contas, estava “presa” em Roma né! Poxa, não era Conceição de Santana do Mato-dentro afora do Fundo (??). Detalhe: no dia seguinte, peguei o voo, tudo certinho, e até 5 minutos antes da partida ainda estavam embarcando malas no avião.

O aeroporto de Roma é grande e no primeiro andar é só desembarque, sendo que no saguão inteiro tem apenas UMA mísera plaquinha, pequena, indicando os portões de embarque. Pois bem, ficamos andando igual barata tonta e quando achamos o portão tinha uma fila gigante. Vi que algo estava errado e fui perguntar em outro portão, que não era o que estava escrito que era meu voo… aí a mulher falou que Berlim era lá sim (estava vazio). Pegamos as malas na fila gigante ao lado e andamos pro novo portão. Quando cheguei lá ela disse “é chiuso”. Queeee?? Em 1 minuto você resolveu fechar?? Ela falou que agora os passageiros já estavam embarcando e não dava mais tempo de enviar novas malas, todas já estavam dentro do avião. Mentalmente esmurrei a cara dela, o cachorro dela e lancei algumas maldições contra ela. 

Aí voltamos pro sótão que eu estávamos hospedados, comprei mozzarella de búfala e presunto cru e me entupi feliz. No dia seguinte passeamos mais e fomos novamente pro aeroporto. Os hotéis que procuramos para o feriado já estavam lotados e de fato a cidade estava super cheia. Conseguimos este sótão então aí da foto, nada mal para um sótão né? Com banheiro e tudo, há 3 minutos de uma estação de metrô.

Para fechar, olha a Praça que encontramos perto do Museu MACRO: (E esta foi minha viagem de Páscoa.  Arrivederci!)

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Quem tem boca vai a Roma

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Tô lá. Post automático. Dá licença que tô passando a Páscoa em Roma!

In love

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Minha amiga Fernanda, que logo após a Páscoa vem me visitar, estava imaginando como eu consegui responder e entender tão bem o questionário médico do consultório ginecológico, simples: com meu ultra-super-sônico-mega novo celular, que dentre outras coisas instalei um dicionário offline alemão-inglês e dicionário online alemão-alemão.
So… in love with my new mobile! Coisa fofa! Nunca fui de ter celulares ultra tecnológicos, pra mim um que tem agenda, fala e recebe ligações e mensagens já tava bom, principalmente depois que o meu falecido da Sony Ericcson – que eu até gostava bem das funções de foto e bluetooth – caiu embaixo do ônibus aqui em Berlim. Mas estou totalmente adorando saber informações sobre o tempo, todos os horários dos transportes, mapas, dicionários, gps, navegador (de gps e de internet), sendo que o google procura até por voz. Digo lá “cominho” e aparecem os resultados na internet. Não é o máximo? Fora todos os mil outros aplicativos que eu procuro do meu “mercadinho virtual” (que já vem no telefone) e basta baixar e instalar. *Quem quiser ler meu post sobre o “cominho” aguarde porque está em construção no Adoro uma cozinha.
Minha operadora E-plus ofereceu de graça o Xperia x8 da Sony Ericcson que roda com o sistema Android, que eu já conhecia e era simpatizante. Aceitei e ele veio como eu esperava, com capinha extra branca em degradé para rosa. É um smartphone com touchscreen. Isso quer dizer que não tem teclado de verdade, é tudo na tela. Estou gostando da novidade. Tô chiquérrima, instalei até skype e conversei com meus pais no Brasil por 30 minutos do celular! Só que 2 dias depois meu pai me enviou uma matéria que dizia que que o Skype para Android tem uma falha grave de segurança: pode deixar dados pessoais que deveriam estar criptografados expostos a qualquer pessoa. Li sobre o mesmo tema em páginas alemãs e americanas, todas recomendaram desinstalar o aplicativo e aguardar o lançamento do nova versão segura.
No meio tempo… esperando o bombeiro-eletricista-encanador-serralheiro pra instalar meu chuveirinho (sim, ducha higiênica) e outras coisinhas. Ele tem fama de atrasar muito. Vamos ver.

Ginecologista na Alemanha

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Olha, já vi um monte posts sobre “indo ao ginecologista” na Alemanha e o meu post não é diferente. Pelo que li e experenciei (*que palavra estranha, não? Isso tá certo?) hoje, minha consulta foi uma totalmente-dentro-do-padrão-alemão, exceto pela extrema simpatia da minha nova ginecologista. Li em vários blogs que nem sempre achamos nossa permanente Frauenärztin (médica de mulheres) na primeira consulta. E para quem quer ter filho, dizem que deve-se saber também se ela é obstetra, porque corre o risco de você fazer o parto com um-médico-qualquer se ela/ele não for. Bom, agora segue finalmente meu post sobre minha primeira consulta na ginecologista em Berlim:
1- Fui ao meu médico de família, que é o clínico geral, que resolve ou tenta resolver todas as suas “doenças” antes de te encaminhar pra qualquer outro. De um modo geral de um jeito assim bem homeopático, ou melhor, NATUREBA! Pra quem está acostumado a comprar até antibiótico no Brasil sem receita, pode esquecer, nem um Rinosoro aqui você consegue sem prescrição. Se você está por exemplo com dor de garganta eles podem até te dar atestado pra ficar em casa, mandam fazer inalação com cházinho, gargarejo, balinha de sálvia, beber muito líquido… e deixar que o corpo se cure sozinho. Aí se você piorar MUITO você volta lá pra pegar a receita finalmente. Tá, aí eu fui e ele me deu o überweisung (encaminhamento) pra ginecologista.
2- Consegui marcar pra 1 mês depois, já que não era nada urgente, apenas controle.
3- Cheguei lá 20 minutos antes, entreguei meu cartão do plano de saúde e o “encaminhamento”, preenchi o questionário dizendo as coisas de mulheres, tipo com quantos anos fiquei menstruada pela primeira, se toma algum medicamento frequentemente, se tem alergias, se se alimenta com frutas e legumes regularmente, se fuma, se bebe, se tem casos de doenças na família, se toma pílula, se quer tomar pílula, se já operou de algo etc.
4- A atendente mediu minha pressão e falou que tava niedrig (baixa). É normal isso para mim, eu disse, falei que já desmaiei várias vezes por causa disso.
5-Entrei no consultório e já gostei de cara da cara da médica. Sorridente e vaidosa (leia-se arrumada, simpática e usando um colarzinho). Conversamos um pouco sobre minha vida na Alemanha, sobre eu ser cantora (todos os médicos que vou aqui sempre se mostram tão interessados na minha vida profissional) e falei que estava lá pra fazer meu exame de controle de Papanicolau (que aqui eles chamam só de Der Pap ou Pap-Test).
6- Ela pediu pra eu entrar numa “cabine”, que é um “recuo” na sala com uma cortina na frente e tirar só a parte de cima da roupa para fazer o exame de toque nas mamas. Aí tirei e não me deitei, como eu costumava fazer no Brasil, eu fiquei sentada numa cadeira e pus os braços para trás (como todas nós sabemos que é o exame né).
7- Voltei pra cabine, coloquei de novo minha blusa e desta vez tirei a parte de baixo da roupa. Nada de camisolinha como no Brasil. Então aconselho ir com uma blusa mais compridinha se não quiser ficar com “as partes baixas” à mostra. Se bem que à mostra pra quem né? A médica já tá lá é olhando isso mesmo. Bom, aí meio-deitei-meio assentei numa cama lá (não precisa falar que com as pernas arreganhadas né), coloquei os pés (e não as pernas como no Brasil) num suportezinho e nada de lençol por cima, pra gente ter mais “privacidade” e não ver a médica enfiando aquelas varetinhas de recolher material na gente. Fica lá pra todo mundo (você e a médica…) verem. Aí ela recolheu meu material, depois fez o exame…ahnm… ah gente, toda mulher sabe o que se passa num consultório ginecológico né. Tô ensinando o padre a rezar.
8- Acabou, tchau e benção. Tudo de bom, nos veremos muitas vezes ainda, já que estou morando aqui e gostei muito dela. Aliás, que sorte viu, já li que escolher uma Frauenärztin aqui pode ser uma tarefa difícil. E o meu material do Papanicolau? Ela se vira com ele! Nada de eu mesma levar no laboratório, preencher guia do plano, em alguns até ter que ir no escritório do plano pedir autorização. Pelo que li em outros blogs, ela mesma tem um laboratório no próprio consultório (ou então manda pra algum, sei lá, como eu disse ela se vira!) e só vai me ligar se tiver qualquer coisa errada. Senão, tchau e benção, nos vemos em 1 ano.

Aula de italiano e de música em alemão

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Comecei a fazer aula de italiano na escola de línguas Babylonia, aqui em Berlim. Nunca estudei italiano na vida e liguei pra escola pra ver em qual nível e turma poderiam me encaixar. Por sorte a própria professora de italiano atendeu e ela disse que no momento a única turma da escola era B1 (antes do nível B1 tem A1 e A2). Ela disse que se eu pudesse era pra eu ir lá na escola no horário desta aula pelo menos pra conversarmos pessoalmente e ver se aquela turma dava pra mim. Pois bem, fui e tenho 4 colegas alemãs de cabelo curto. *está implícito que fiquei na turma né, afinal também tenho cabelo curto. 
Uma das minhas colegas tem o nível A2, que acho que seria o meu, as outras já falam mais que essa, entendem bastante e sabem estudaram muito mais gramática que eu, que como falei, nunca estudei na vida, mas entendo muito e falo um pouco mais que um pouco. Tá, aí só passei aperto mesmo quando a professora traduziu alguma coisa em alemão. Eu estava entendendo em italiano, aí ela vinha com umas palavras em alemão pra atrapalhar e me perguntava se tava tudo ok. Em italiano tá. Enfim… agora é correr atrás da gramática perdida pra acompanhar minhas colegas. A aula é apenas 1 vez por semana, era como eu queria, pois não tenho pressa. Ela indicou alguns livros e vou dar uma olhada na Biblioteca aqui perto de casa. Sei que só deu pra eu ficar neste nível porque sou brasileira e a estrutura das frases é bem mais parecida com a nossa que o alemão (cof cof), fora o vocabulário né. As alemãs penam com isso e pra mim é moleza. De pronúncia também dou lavada nelas. Ou seja, no final das contas vai ser uma troca produtiva, espero.
Agora sobre o curso de alemão: semana que vem (só pode ser na terça de 15 às 17h, esses horários de atendimento na Alemanha… a mocinha tava lá, mas ela só pode por o meu nome na terça-feira de 15-17h…) volto lá pra me colocar na lista de espera pro curso C1 em alemão que no momento está lotado. Então pra quem não sabe direito, essas letras e número são uma convenção pra definir os níveis de conhecimento, só pra sistematizar mesmo. A1, A2, B1, B2, C1, C2, do mais básico ao mais avançado.
No meio tempo, estudando os nomes de intervalos musicais em alemão. Tenho que me acostumar a falar kleine oder große Terz, por exemplo, ao invés de terça menor ou maior. O trítono, ou quarta aumentada passa a ser Ganzton ou Tritonus. Falei alemão? Os intervalos musicais são apenas os nomes que damos entre uma nota e outra, por exemplo, de DÓ pra MI temos uma terça maior (dó ré mi = 1 2 3, daí terça). Elá é maior porque tem 2 tons inteiros entre dó e mi, se fosse DÓ até MI bemol seria uma terça menor, pois seria 1 tom e 1/2 entre as notas. Tá bom de Tia Isabela com aula de línguas e música por hoje.

Sem título

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Existem 2 tipos de pessoa:
1- Para que fazer agora o que posso deixar para a última hora?
2- Para que fazer depois o que posso fazer agora e ficar livre?

Dia pra ter ficado em casa, não fiquei, me estrepei!

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Tenho que reconhecer, hoje não foi um bom dia para sair de casa. Consegui fazer tudo que estava programado, é verdade, mas várias coisas deram errado no percurso! Vamos lá:

1) Há 3 dias encomendei um vestido preto (de mulher, vestido) num site super famoso aqui na Alemanha. Aí no site dos correios hoje dizia que já ia ser entregue aqui em casa hoje mesmo, fiquei esperando e nada. Aí quando eu saio o que acontece? Lógico, ele chega. Só descobri quando voltei, é claro, e eles deixaram justo com a vizinha que tem um gogó poderoso, grita até ficar rouca, aí para uns dias. Detalhe: tive que tocar a campainha 2 vezes pra ela querer atender. Ou então ela não tava ouvindo porque estava gritando. Beleza… peguei meu vestido, que ótimo! Tô doida pra provar, ver se o tamanho tá certinho mesmo, se tem bom caimento e… e… opa! Peraí! Cadê meu vestido? Primeiro que a caixa era enorme e tava cheio de plástico com ar dentro, aí no fundinho tinha um pacote com uma roupa preta, QUE ERAM DUAS CAMISETAS PRETAS MASCULINAS!
2) Antes de sair de casa estava esperando o tempo melhorar, pois estava ainda um pouco frio e era previsto fazer 14 graus. Aí o sol abre e a temperatura certa chega, saio de casa com a bicicleta e estava um vendaval horrível! Voltei pra casa cheia de cisco nos olhos e pedalando parecendo que tava numa subida! Enquanto eu estava na rua teve um “pico” do vendaval que não sei o que houve mas veio até polícia e bombeiros isolar um pedaço de um prédio comercial e TODAS as bicicletas ao redor do quarteirão inteiro estava deitadas no chão.
3) Eu precisava tirar fotos “tipo 3×4”, mas que na verdade é outro formato, é a foto de passaporte aqui, Passbild. Fui na máquina da estação de metrô Wilmersdorferstraße já com os 6 contadinhos em moedas, duas de 2 e duas de 1, pois sabia que a máquina não dava troco nem devolvia dinheiro. Beleza, comecei o processo, aí pus todo o dinheiro lá e a máquina ficou falando que tava faltando €1!! Máquina desgraçadafilhadumachocadeirastrogonófica!!! Felizmente na carteira separada pro supermercado tinha mais €1, senão eu ia perder era os €6! (Lembram que não devolve dinheiro né). Tá, fiz a foto com cara de tacho, ainda repeti mas achei que só ia piorar.
4) E por último mas não necessariamente nesta ordem, eu estava com nada mais nada menos que uma nota lilás. Para quem não sabe, lilás é uma cor linda, majestosa e roxinha da nota de 500 euros! Eu estava com esse dinheiro todo e precisava desesperadamente trocar, repor na carteira de supermercado etc. Só que cada lugar que eu ia não tinha o suficiente pra trocar pra mim e eu fui gastando dos restinhos que tinha na carteira do supermercado e misturando com os restinhos que eu tinha na minha carteira e passando $ de uma pra outra, um embaralhamento que só estando dentro da minha cabeça pra entender. Até que finalmente troquei a nota e aí fiz uma confusão danada de quanto era da carteira do supermercado, quanto eu já tinha gastado, quanto era meu, meu mesmo e quanto era meu pra casa e quanto eu devia e… sei lá! Depois fiquei a viagem de 25 minutos do metrô inteira calculando, que é das coisas que faço pior na vida. Acredito que cheguei a um consenso.
Tá, aí foi isso, ufa! Eu mereço uma cervejinha alemã né!