Karneval der Kulturen – balanço geral

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E acaba hoje o Karneval der Kulturen. De um modo geral, eu adorei, fui todos os dias. O Desfile das “escolas de samba e afins” no domingo não me impressionou nem um pouco, acho que pra uma brasileira aqueles carros alegóricos enfeitados com papel crepom parecem coisa de primário comparados com os desfiles do Rio e São Paulo. Tá, tô sendo chata, eu sei que não dá pra comparar, esta que é a verdade. Mas enfim… achei muito do sem graça e os momentos mais animadores foram quando carros brasileiros passaram com suas mulatas sambando, bateria tocando e um sambista do bom cantado.
Agora mais detalhadamente, meu balanço geral:
Saldos positivos:
1-No primeiro dia vi gente fiscalizando a altura dos sons nas barracas o dia inteirinho e vi também uma barraca brasileira que vendia caipirinha levando uma multa daquelas porque estava com um som eletrônico numa frequência inumana! Bem feito! Passei longe dessa barraca. Mal-educados.
2- Vi pessoas uniformizadas treinadas para procurar e socorrer os trêbados de plantão e vi um sendo atendido muito delicadamente e sendo amparado até o ponto de atendimento.
3- Fiquei SUPER fã de comida africana. Cuscus delicioso, banana frita com molho de amendoim, frango, peixe na brasa, carne, tudo uma delícia (ou com cara ótima, não deu pra comer tudo).
4- O Dresdner Handbrot (fotos aqui) foi um pãozinho que conheci que é também uma super delícia. Parece um pão italiano rústico recheado com queijo e presunto, ou outras variantes.
5- Apesar de as ruas terem ficado super sujas durante os 4 dias da feira/festival (sexta a segunda), me falaram que amanhã (terça) de manhã está tudo limpinho. 
6- Os 4 palcos montados ofereceram muitos tipos diferentes de músicas de várias etnias e alguns foram bem legais, outros barangos até não poder mais, mas tudo bem, valeu.
7- Muitos teatrinhos paralelos, músicos nas ruas, performances com bonecos e várias atrações para crianças.
Saldos negativos:
1- As autoridades são MUITO displicentes com relação a segurança e limpeza durante os dias da festa: 
  • Não tinha NENHUMA lata de lixo extra, fora as colocadas pelos próprios estandes da feira. As latas de lixo que estavam nas ruas eram apenas as pouquíssimas já pré existentes. Isso, claro, além de acarretar mais sujeira do que normalmente teria, (mesmo contando com os porcos de plantão), ainda é uma afronta à segurança da população, que pode se machucar facilmente com cacos de vidros de garrafas jogados pelas ruas. 
  • A maioria das garrafas quebradas nas ruas não são atos de vandalismos e sim acidentes. Eu mesma presenciei um na minha frente, alguém caminhando e sem querer chutou uma garrafa que estava no chão, ela quebrou e voou pra todo lado. Poderia facilmente ter machucado alguém, principalmente porque dependendo do horário fica LO-TA-DO.
  • Só vi 2 policiais no dia do desfile. Tá, que bom que parece que não tava precisando, pois estava tudo sob controle, mas esse tipo de local é uma ótima ocasião pros ladrõezinhos roubarem um colar, uma roupa, uma carteira… policiais posicionados intimidariam esse tipo de gente.
2- As autoridades (ou será a organização do evento?) até colocam vários pipi-rooms em pontos da festa, mas não são suficientes, sempre tem uma fila gigante.
3-Após o segundo dia não vi mais ninguém controlando o volume de som nas barracas. Também… fica difícil circular e medir qualquer coisa com tanta gente, entendo.
4- Higiene é uma palavra que não faz parte do vocabulário nem sequer do entendimento de MUITOS (a maioria) dos vendedores de comida. Acho muito interessante, vejam bem, eu vou ter que pagar uma taxa no Gesundheitsamt pra ter um papel comprovando que eu sei tudo sobre higiene, infecções passadas através de comidas e cuidados sanitários na hora de preparar meus pães de queijo e vender pra fora. No site eles colocam o arquivo em quase todas as línguas, pra não ter dúvida que a pessoa não entendeu. Bom, aí eles querem que eu tenha esse papel pra poder vender regularmente meus pães, mas eles não fiscalizam P. nenhuma!! Queria ver uma agente sanitária dando uma olhadinha lá nos cuidados MÍNIMOS (nem tô sendo fresca) com que muitas das barracas manuseiam seus produtos. Neste quesito as ÚNICAS barraquinhas que vi dando SHOW eram as brasileiras, todas as mocinhas que faziam as bebidas, cortavam os limões etc, faziam com luvas e outra ficava por conta do dinheiro. Bom, não sei se os limões estavam lavados…

5- Das ideias mais estúpidas que alguém pode ter é tentar passar de bicicleta no meio da multidão muvuca. Ô ideia fraca! Larga a bike numa rua próxima e caminha a pé, mané! Vi uns 3 pelo menos tentando fazer isso e atrapalhando ainda mais o que já estava quase impossível de andar.

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