Como falei, foi 1 ano de Alemanha ontem

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Senta que lá vem história. Este post pode ser complicado, tá meio “uma coisa puxando a outra”.
A comemoração do meu 1 ano de Alemanha, digamos assim, foi ir a um show. Era o show do Sepultura. Bom, tá, eu já tive meu passado metal, cantei uns 2 anos numa banda chamada Rosa Ígnea, de prog metal em Belo Horizonte (isso quer dizer tipo Nightwish e Evanescence). Gravamos um CD e fizemos alguns shows, mas vi que realmente não era a minha, aí saí. Posso dizer que um dos motivos era a barulhada dos shows e a fumaçada dos locais dos shows. Outro motivo é que eu não era a pessoa mais entusiasmada no palco (isso quer dizer que eu não gostava muito de ficar rodando o cabelo porque meu pescoço dói). Só sei que foi uma experiência muito legal enquanto durou. Sobre o Sepultura, eles são de BH também, pra quem não sabe. Da formação original só tem um na banda e eu conheço o mais novo integrante, o baterista (que está desde 2006). Escrevi pra ele e perguntei se era possível me colocar na lista pra entrar no show em Berlim. Ele falou que claro, blá blá blá e lá fui eu serelepe, curiosa, pois cá entre nós gostaaaaaar mesmo não gosto não. Só pra explicar melhor, pros curiosos de plantão, o baterista é primo do meu ex namorado de quando eu tinha 17 anos e com quem ainda tenho contato e somos companheiros de profissão (ele é pianista e mora na Alemanha também). É o mesmo namorado que terminou comigo há 11 anos e falei uma das consequências disso no meu meme. No réveillon de (hum…calculando…) 1999 provavelmente, fomos todos – eu, meu ex, o primo dele, a mãe do primo, a vó do primo, a filha do primo, a ex do primo e amigos dos primo – (basicamente só gente próxima do primo) comemorar no sítio da MINHA prima. Compliquei né? Minha prima de primeiro grau, sobrinha do meu pai, Márcia Piantino era das minhas primas mais chegadas, apesar da nossa diferença de cerca de 40 anos. Ela tinha um sítio muito bacana próximo de Itabirito e me emprestou pra eu ir com meus amigos (a família do primo do meu ex namorado), passar a virada de ano. Essa minha prima infelizmente faleceu em 2006, no velório dela cantei Panis Angelicus e meus tios Zinda e Hiron me acompanharam num cânone. Foi uma choradeira. Meus tios foram cantores da primeira formação do Coro Madrigal Renascentista, na época (década de 50) regido por Isaac Karabtchevsky. Eles viajaram o mundo todo, gravaram discos e ganharam concursos. A famosa cantora Maria Lúcia Godoy também era do coro e é uma grande inspiração para mim ainda hoje. Em minha formatura em 2004 cantei uma música de Waldemar Henrique com poesia dela, e ela estava presente no meu concerto. Sempre me apoiou, me deu algumas aulas e muitas dicas.O show me surpreendeu. Ao vivo é muito melhor do que ouvir só o CD. As músicas são bem complicadas e realmente bateria é fundamental! Cada mudança de tempo e batida, nem consigo acompanhar tudo. Te contar viu, quem gosta de verdade de metal pesado e entende o que se passa nessas músicas tem meu respeito. Eu ainda não entendo uma palavra do que o cantor canta, mas que ele sabe cantar, sabe! E a voz grave dele daria um ótimo cantor de blues. O público do show era o que vocês podem imaginar, todo mundo de preto (eu também, lógico) e camisetas de bandas de metal. Todo mundo bebendo cerveja a rodo e fui embora antes do final do show, pois estava pressentindo que o trem lá ia feder. A menina que tava do meu lado já tinha tomado não sei quantas e já tinha derramado um copo inteiro no chão, que por sorte não pegou em mim. Ela estava assim meio muito bêbada, já queria me abraçar e me oferecer cerveja e de vez em quando puxava um papinho comigo. Fora isso, de vez em quando, ela se agarrava num balaço com o namorado dela, que tinha o cabelo todo ensebado e também estava bêbado. Eu já tava vendo que ela logo ia jucar e podia ser em cima de mim. A outra garota lá perto tava assentada (bêbada, claro) no chão de cerveja derramado da primeira e se sentindo muito confortável. Os berlin-bärchen (ursinhos berlinenses gordinhos, metais, com piercings e tatuagens) perto de mim eram gays e tava até bonitinho, mas eles quase que arrumaram briga de porrada. Fora isso, os famosos mosh se formando lá na frente do palco. O Sepultura tocou um pedacinho de Aquarela do Brasil e foi um momento de descontração bacana. Todo mundo cantando em “pa pa pa” e o vocalista falou algumas palavras tanto em português quanto em alemão durante o show.

E aí que é isso, foi legal rever o Jean e interessante ver essa banda tão famosa no mundo inteiro ao vivo e de graça. Valeu a pena.

eu sei, não dá pra ver nada né
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Um comentário em “Como falei, foi 1 ano de Alemanha ontem

    Eve disse:
    13 de agosto de 2011 às 9:10 am

    1 ano em grande estilo. ;)e 1 ano que nos conhecemos pessoalmente. heheheBjs!

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