Mês: novembro 2012

Unterwasseroper dia 17/11/12

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Mais uma récita da ópera aquática amanhã, dia 17 de novembro de 2012 sempre no mesmo local: Baerwaldbad, em Berlim-Kreuzberg. Os ingressos custam 27€ antecipadamente e 34€ na hora. Mais informações em posts anteriores e em http://www.unterwasseroper.de

Linie 1 – musical de sucesso

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O musical Linie 1 (linha 1), estreado em 1986 é a segunda peça teatral de maior sucesso na história da Alemanha. Só perde para Die Dreigroschenoper (A ópera dos três vinténs), de 1928. Esta, por sinal, juntamente com The Beggar’s Oper (A ópera dos mendigos), de 1728, foram as duas inspirações de Chico Buarque para sua Ópera do Malandro, que é assunto para um outro post que com certeza farei, pois será encenada em Berlim.

Recapitulando os autores e compositores: The Beggar’s Oper tem texto de John Gay e músicas de Pupusch; Die Dreigroschenoper foi escrita foi Bertold Brecht e a música de Kurt Weill; e Linie 1 tem texto de Volker Ludwig e música de Birger Heymann.

A peça Linie 1 tem como sua residência fixa o famoso Grips Theater, em Berlim, mas já foi feita também em vários outros países e teatros. Curiosidade: o teatro Grips apresenta cerca de 300 encenações por ano. As encenações de Linie 1 sempre estão lotadas, – aliás, que eu saiba todas as encenações lá são sempre lotadas ou super cheias – é preciso comprar o ingresso com uma boa antecedência. O teatro não tem lugar marcado também, (salve-se quem puder) é pequeno e num formato tipo “meio arena”: tem o palco e nas laterais e em frente bancos inteiriços para o público. Os ingressos hoje em dia custam 20€ para esta peça, mas fui com um grupo grande de pessoas, quem comprou os ingressos foi uma ex professora minha de alemão e pagamos 5€ só. A peça tem cerca de 3 horas de duração e obviamente é com texto em alemão e música em alemão (claro né, mas só pra constar mesmo).

Esta foi a terceira peça de teatro alemã (não estou contando óperas) que assisti aqui, desde que me mudei, há 2 anos e 3 meses. As outras duas foram Mirandolina, ou La locandiera (1751), do italiano Carlo Goldoni, que é muuuuuito boa, há anos não ria tanto assim no teatro, e Frau Müller muss weg (a Sra. Müller tem que sair), que foi boa mas só marcou pra mim porque foi realmente a primeira de todas que assisti em alemão. Já falei aqui sobre um tanto de coisas e sobre Linie 1 mesmo nada! Eu adorei. Pronto falei. Eu estava um pouco receosa se meu alemão seria suficiente pra encarar 3 horas de espetáculo em alemão e fiz uma pesquisa antes. Li tudo que achei sobre a peça, inclusive as letras de algumas músicas. Mas sinceramente não sei se fez muita diferença. Ela é uma peça relativamente fácil de entender, diferente de Frau Müller Muss weg, por exemplo, que logo no início vários termos técnicos de escola são falados e eu não tava seguindo muito bem. Por outro lado, Linie 1 tem também seus momentos em dialeto berlinense, que para minha surpresa consegui entender bem e é, claro, como sempre, algumas piadinhas internas ou coisas que remetiam a outras coisas, intrínsecas ali que só quem é alemão mesmo pra pegar. Atualmente meu nível de alemão é C1, mas tinham alguns alunos de B1 que disseram que gostaram muito da peça também e que entenderam. Acho que o fato de ser musical ajuda bastante no entendimento. A música não costuma ter barreiras.

Finalmente então, depois dessa lenga lenga… Linie 1 é uma história que se passa toda na linha de metrô número 1 de Berlim (U1), a mais velha de todas e é também uma das que passam aqui perto da minha casa. Antigamente ela começava na estação Zoologischer Garten e terminava em Schlesisches Tor. Hoje é um pouquinho diferente. Uma moça sonhadora de uma cidade pequena na Alemanha vem a Berlim procurando seu amor, que é um rock star, para ficar junto dele, pois está grávida. Procurando o amado ela vê varias situações no metrô 1 e conhece pessoas. O rock star havia lhe dado seu endereço errado e SPOILER ALERT eles só se encontram na última cena da peça, quando ela descobre que está apaixonada por outro cara que conheceu ali no metrô. O rock star acaba ficando com outra personagem também. A peça é muito bem amarrada e os atores eram fantásticos. Um dos pontos altos da peça, na minha opinião é a música Wilmersdorfer Witwen, segue abaixo o link do youtube:

ps. depois do teatro, fiz ainda um programa pra deixar a noite ainda mais perfeita. Peguei o metrô 1 até a antiga última estação, Schlesisches Tor, e lá, na Skalitzer Str. 60, 10997 Berlin-Kreuzberg, jantamos na taqueria Ta’ Cabrón, que descobri recentemente nas minhas andanças e super recomendo! Comida gostosa, preço excelente e atendimento muito amigável.

Szia Budapest!

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Szia é “olá” e “tchau” em húngaro. Passei um final de semana prolongado lá e adorei. Fiquei hospedada no Hotel Leonardo, que posso recomendar. Fica num lugar fácil de se locomover, apesar de não ser no centro. 30-34 Tompa Street , Hungary- 1094 Budapest

  • Aprendi em 3 dias a falar: boa noite, quente, olá, saúde, saída e obrigada.
  • A vista do Danúbio é de tirar o fôlego, é muito azul mesmo.
  • No restaurante Kisharang (Budapest 1051, Október 6. número 17) comi o melhor pimentão recheado da minha vida, num molho doce de tomate e acompanhando batatinhas cozidas.
  • Túró Rudi é um chocolate amargo recheado com queijo cottage que é uma super delícia e típico. Fica no refrigerador dos supermercados e a embalagem é branca com bolinhas vermelhas.
  • Bebe-se Palinka (destilado de frutas) antes da refeição. Tem de várias frutas, a que eu achei mais leve, ou melhor, menos pesada, foi a de damasco (Barack).
  • Comprei dois temperos tradicionais, é uma pasta de pimentão. Chama Piros arany, csemege (normal) e csípös (apimentado).
  • A casa de ópera de lá é linda, pena que já tinham se esgotado os ingressos pro Ballet Onegin.
  • Na Basílica de São Estevão, numa entrada próxima ao altar, se você colocar 2 moedas de 100 Forints numa caixa que tem lá uma luz se acende e você vê a mão mumificada do Santo Estevão. Eu preferi ver nas fotos expostas na entrada do salão.
  • Tanto o Parlamento, quanto a Basílica foram construídos com 96m de altura e isso é também para ser simbólico: o Estado e a Igreja tem a mesma importância.