show

Bossa Berlin no Café Bombocado

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O show foi ontem, dia 28 de julho de 2012, completamente acústico. Isso quer dizer que tanto a voz quanto o violão não foram amplificados, foi tudo “ao natural”, porém bem audível, porque o espaço pequeno permitia. Normalmente, para se cantar um show de música popular, precisa-se de microfone, porque é um estilo que deve ser cantado mais suavemente, também as tonalidades e melodias das músicas são mais graves (baixas) do que em canto lírico. Pra finalizar, a impostação vocal que normalmente usa-se com canto popular é bem diferente do canto lírico, claro, e isso dá ao intérprete menos volume, potência vocal. Mas isso não é nenhuma desvantagem, é apenas o estilo. No repertório, além do nosso repertório clássico de bossa nova e samba, como Wave, The Girl from Ipanema, Dindi e Tico tico no fubá, ainda improvisamos em estilo mpb do sertão a canção alemã Über sieben Brücken, a pedidos.

O público estava assentado confortavelmente desfrutando suas bebidinhas e coxinhas e ontem, apesar de ter sido uma noite quente, atípica de Berlim, estava gostoso.

Infelizmente não tivemos muitas sorte com as fotos da minha câmera, então fiz uma pequena “arte” nesta foto:  Se é que se pode chamar as alterações de cores etc que fiz de arte, mas tá, pula essa parte!

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Como falei, foi 1 ano de Alemanha ontem

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Senta que lá vem história. Este post pode ser complicado, tá meio “uma coisa puxando a outra”.
A comemoração do meu 1 ano de Alemanha, digamos assim, foi ir a um show. Era o show do Sepultura. Bom, tá, eu já tive meu passado metal, cantei uns 2 anos numa banda chamada Rosa Ígnea, de prog metal em Belo Horizonte (isso quer dizer tipo Nightwish e Evanescence). Gravamos um CD e fizemos alguns shows, mas vi que realmente não era a minha, aí saí. Posso dizer que um dos motivos era a barulhada dos shows e a fumaçada dos locais dos shows. Outro motivo é que eu não era a pessoa mais entusiasmada no palco (isso quer dizer que eu não gostava muito de ficar rodando o cabelo porque meu pescoço dói). Só sei que foi uma experiência muito legal enquanto durou. Sobre o Sepultura, eles são de BH também, pra quem não sabe. Da formação original só tem um na banda e eu conheço o mais novo integrante, o baterista (que está desde 2006). Escrevi pra ele e perguntei se era possível me colocar na lista pra entrar no show em Berlim. Ele falou que claro, blá blá blá e lá fui eu serelepe, curiosa, pois cá entre nós gostaaaaaar mesmo não gosto não. Só pra explicar melhor, pros curiosos de plantão, o baterista é primo do meu ex namorado de quando eu tinha 17 anos e com quem ainda tenho contato e somos companheiros de profissão (ele é pianista e mora na Alemanha também). É o mesmo namorado que terminou comigo há 11 anos e falei uma das consequências disso no meu meme. No réveillon de (hum…calculando…) 1999 provavelmente, fomos todos – eu, meu ex, o primo dele, a mãe do primo, a vó do primo, a filha do primo, a ex do primo e amigos dos primo – (basicamente só gente próxima do primo) comemorar no sítio da MINHA prima. Compliquei né? Minha prima de primeiro grau, sobrinha do meu pai, Márcia Piantino era das minhas primas mais chegadas, apesar da nossa diferença de cerca de 40 anos. Ela tinha um sítio muito bacana próximo de Itabirito e me emprestou pra eu ir com meus amigos (a família do primo do meu ex namorado), passar a virada de ano. Essa minha prima infelizmente faleceu em 2006, no velório dela cantei Panis Angelicus e meus tios Zinda e Hiron me acompanharam num cânone. Foi uma choradeira. Meus tios foram cantores da primeira formação do Coro Madrigal Renascentista, na época (década de 50) regido por Isaac Karabtchevsky. Eles viajaram o mundo todo, gravaram discos e ganharam concursos. A famosa cantora Maria Lúcia Godoy também era do coro e é uma grande inspiração para mim ainda hoje. Em minha formatura em 2004 cantei uma música de Waldemar Henrique com poesia dela, e ela estava presente no meu concerto. Sempre me apoiou, me deu algumas aulas e muitas dicas.O show me surpreendeu. Ao vivo é muito melhor do que ouvir só o CD. As músicas são bem complicadas e realmente bateria é fundamental! Cada mudança de tempo e batida, nem consigo acompanhar tudo. Te contar viu, quem gosta de verdade de metal pesado e entende o que se passa nessas músicas tem meu respeito. Eu ainda não entendo uma palavra do que o cantor canta, mas que ele sabe cantar, sabe! E a voz grave dele daria um ótimo cantor de blues. O público do show era o que vocês podem imaginar, todo mundo de preto (eu também, lógico) e camisetas de bandas de metal. Todo mundo bebendo cerveja a rodo e fui embora antes do final do show, pois estava pressentindo que o trem lá ia feder. A menina que tava do meu lado já tinha tomado não sei quantas e já tinha derramado um copo inteiro no chão, que por sorte não pegou em mim. Ela estava assim meio muito bêbada, já queria me abraçar e me oferecer cerveja e de vez em quando puxava um papinho comigo. Fora isso, de vez em quando, ela se agarrava num balaço com o namorado dela, que tinha o cabelo todo ensebado e também estava bêbado. Eu já tava vendo que ela logo ia jucar e podia ser em cima de mim. A outra garota lá perto tava assentada (bêbada, claro) no chão de cerveja derramado da primeira e se sentindo muito confortável. Os berlin-bärchen (ursinhos berlinenses gordinhos, metais, com piercings e tatuagens) perto de mim eram gays e tava até bonitinho, mas eles quase que arrumaram briga de porrada. Fora isso, os famosos mosh se formando lá na frente do palco. O Sepultura tocou um pedacinho de Aquarela do Brasil e foi um momento de descontração bacana. Todo mundo cantando em “pa pa pa” e o vocalista falou algumas palavras tanto em português quanto em alemão durante o show.

E aí que é isso, foi legal rever o Jean e interessante ver essa banda tão famosa no mundo inteiro ao vivo e de graça. Valeu a pena.

eu sei, não dá pra ver nada né

Edson Cordeiro (de novo)

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Gente, tenho que contar! Fui ontem ao show do Edson Cordeiro aqui em Berlim e foi fabuloso! Pra quem mora aqui, hoje é a último dia no Teatro BKA. Ele é um mega artista. Me emocionei, me encantei, me espantei, me impressionei e ri demais! Que afinação e sensibilidade. Taí um cara que tem ótima técnica de canto lírico mas sabe se adaptar às canções. Porque tá cheio de gente por aí cantando Garota de Ipanema como se fosse O mio babbino caro e sinceramente eu acho ridículo. Ele não, ele sabe o que a música e o arranjo pedem e executa com perfeição.
Ele é mais baixo que eu e um gigante no palco. Sua interpretação é admirável, ele sabe bem o que está cantando, ele canta cada palavra, interpreta mesmo o texto das canções sem se incomodar se agora a voz vai soar um pouco “feia” ou rouca ou sei lá! Ele é um show man que sabe o que faz e se adapta à música. (Sei que estou repetindo, mas é algo muito importante isso!)
Aí fui lá conversar com ele, dei uma de tiete mesmo, é claro que com muito respeito. Tirei uma foto com ele e falei sinceramente o quanto ele estava sendo mais uma grande inspiração para mim. Edson, já gostava das suas misturas loucas musicais quando eu tinha 10 anos e agora mais ainda. Só você pra misturar desde Handel até Madonna no mesmo show e ainda fechar com Barbie Girl fazendo com que tudo se encaixe e tenha perfeita sintonia. *espero que ele não se importe por eu estar postando nossa foto de celular.

Edson Cordeiro

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Resolvendo coisas na rua – dentre elas buscar uma toalha de mesa que comprei o pano no Ikea por €6,40 e a bainha (Die Saum) ficou em €10 – passei na frente de um teatro que não sabia que existia, o BKA. Endereço Mehringdamm 34, 10961 Berlin.
Fiquei ainda mais surpresa ao ver o cartaz na porta: Edson Cordeiro: The woman’s voice. Vocês se lembram quando ele explodiu no Brasil nos anos 90? Ele cantando trechos da famosíssima ária “Der Hölle Rache”, de Mozart e Cássia Eller cantando “I can’t get no satisfaction”, do Mick Jagger e Keith Richards. Tudo junto, no mesmo arranjo. Eu particularmente acho bárbaro. Bem cafona e original. Quem aí nunca curtiu uma música ou arranjo bem barango? É uma graça. Pois bem, fiquei curiosa e comprei meu ingresso para vê-lo ao vivo. Custou €20 e ele canta hoje, sexta e sábado (23, 25 e 26.03.11). Acredito que ele foi o grande responsável por qualquer pessoa conhecer essa ária de Mozart. Tá, tá, eu sei que ela já era MEGA ULTRA conhecida, mas vai falar que não popularizou ainda mais?
Esta aqui é a famosa versão de I can’t get no com Rainha da Noite:
E aqui o site dele, bem legal por sinal:

Swimming Pool

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Este vídeo foi gravado ao vivo no show de lançamento do CD Parque, do compositor, cantor e violonista Ricardo Novais. Achei neste blog aqui.

http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=12348862&server=vimeo.com&show_title=1&show_byline=1&show_portrait=0&color=&fullscreen=1
swimming pool ao vivo from PRIMATAfilmes on Vimeo.

Show ontem

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Ontem o show foi muuuuuito legal! Mas demorou muuuuito também.
Cheguei em casa só meia noite! Ufa! Fiquei um caco. Assim que eu tiver fotos coloco aqui. As bailarinas estavam lindas demais e o repertório foi muito legal. Além de Desert Orchid juntamente com Júlio Valentim, cantei Bachianas no5 com o Carlos Clack dançando e foi de arrepiar a linda performance dele!

Hoje, pra variar, fiz um milhão de coisas já, dentre elas, comprei apetrechos para fazer meu cup cake de cenoura definitivo! E conheci uma fazedora profissional de cup cake, a Fátima Sarmento. Olha que charme os cup cakes da copa, gente! Conheçam o blog dela clicando aqui.

Show de Música Árabe e Dança do Ventre na terça!

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Gente, eventualmente canto com uma banda super bacana, de música árabe. Todas as apresentações são acompanhadas de bailarinas excelentes de dança do ventre. É muito legal! Uma vez tinha uma menina dançando com uma cobra e não é que eu seja fresca… mas ficar ali com a bicha esticadinha bem na minha cara e a moça rodando igual uma doida toda hora passando o rabo e a cara da cobra pertinho da minha boca cantando não foi exatamente uma sensação agradável. rsss

A banda é do Marcelo Fallahin, que toca violoncelo, derbake, douhola, mazhar…enfim, multi instrumentista e organizador dessa farra toda! Vocês podem acessar o MySpace do Marcelo e me ouvir cantando nas músicas MARCO POLO e TRIBAL NAJLA.

Agora vamos ao que interessa:
O QUE? Show do MARCELO FALLAHIN e banda e bailarinas e bailarinos e participações especiais, inclusive de quem vos escreve. (Cantarei Bachianas n.5, de Villa Lobos e Desert Orchid)
QUANDO? Dia 22 de junho de 2010, terça-feira às 20:30
ONDE? No Teatro do Sesiminas – Rua Padre Marinho, 60, Sta Efigênia. Belo Horizonte.
Por que? Hein? Vai lá que você vai gostar! Custa 30 reais o ingresso e 15 a meia conforme a lei (estudantes, maiores de 60 etc)