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Carteira de Motorista – Parte 3 = final!

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Este post é destinado a todas as pessoas que tem carteira de motorista brasileira e querem converter pra alemã.

Tudo começou em março de 2011 e terminou em abril de 2013. Levei 2 anos pra converter minha carteira de motorista brasileira pra alemã. Agora que tudo passou, vejo que não é difícil, mas uma coisa é certa: dedicação é necessária! Rapadura é doce mas não é mole! E pra mim, a parte teórica foi muito mais difícil que a prática. Justamente porque eu a banalizei. Só passei quando levei a sério o que estava fazendo. E nisso joguei fora 100€ mais ou menos (3 provas + renovação dos documentos).

Para ver a saga da minha carteira alemã, clique nos posts a seguir:
Parte 1 (março 2011)
Parte 2 (setembro 2011)
Parte 3 é o post que você está lendo (abril 2013)

História toda resumida: tirei umas fotos de passaporte, fiz o teste de visão na ótica, cursinho de primeiros socorros e tradução juramentada da carteira brasileira. Juntei tudo e fui no Bürgeramt do meu bairro, munida também de passaporte e Anmeldung (registro de residência). Entreguei tudo pra mulher e uns 3 meses depois (demora muito) chegou uma carta dizendo que eu podia já fazer a prova prática da auto escola. Pode ser em qualquer língua da união europeia, mas a verdade é que o mais aconselhável mesmo é em alemão, segunda opção inglês. Eu fiz em português de Portugal e tive que aprender várias palavras novas, talvez tivesse sido mais produtivo aprendê-las já em alemão! Mas bem, não importa. Só tô falando isso porque tem sim tradução macarrônica/google nos testes em português que se você não treinou realmente as perguntas não sabe o que eles querem dizer. Passando adiante… achei que ia ser fácil porque já dirigia desde os 18 anos e dei uma estudadinha no livro em alemão que comprei por 14€ e fiz a prova. Bomba 1. Depois dei uma estudadinha com o “fahrschulcard” na internet e resolvi tentar de novo. Bomba 2. Lembrando que cada prova custa 20€ e você tem que esperar 2 semanas depois que fez uma pra tentar outra. ok, aí estudei mais um bocado só e resolvi tentar mais uma de todo jeito, porque quando fui ver meus documentos todos tavam pra expirar e eu com viagem marcada pro Brasil no dia seguinte. Bomba 3. Quando voltei do Brasil já tinha expirado tudo (depois que você recebe a carta tem 1 ano pra passar na prova teórica). Poisé…fui levando tudo na maciota e me ferrei.

Aqui começa a Parte 3 de fato: Aí descobri que eu podia renovar tudo por mais um ano somente pagando de novo a taxa no Bürgeramt de 43€, sem precisar fazer outro exame de visão, primeiros socorros etc. Renovei. Aí quando a carta nova com a autorização chegou aqui em casa – dessa vez demorou menos…2 meses só… – eu já tava indo de novo pro Brasil. ok. Quando voltei comecei a ensaiar e cantar freneticamente na ópera do malandro, depois fiz férias em Portugal. Aí sim, finalmente, resolvi pegar firme! E peguei. Respondi todas as perguntas e revisei várias vezes as que errei, fiz um monte de simulados etc, estudei de verdade, por umas 2 semanas digamos, algumas poucas horas por dia. Aí fiz o teste de novo. Passei com zero erro. Uhu! Finalmente! No dia seguinte me matriculei numa auto escola, porque a prova de direção tem que ser através de alguma. Fiz 5 aulas de direção pra “pegar as manhas” das ruas na Alemanha e fiz a prova prática. Passei.

Notas sobre os custos: No início do processo eu calculei que ia gastar uns 500€ com o processo todo mais 2 aulinhas e a prova, mas eu não sabia que além dos 85€ da prova com o Prüfer (examinador), também tinha que pagar 20€ de inscrição na auto escola e 90€ pra auto escola pela prova e o professor, que acompanha você na prova. Achei isso bom (o instrutor junto, digo), porque pelo menos tem algum rosto familiar junto no carro. A outra coisa é que 2 aulas práticas só pra tentar a prova não seriam suficientes, fiz 5. E no final das minhas contas, deu mais ou menos 800€ tudo. Só pra ter uma noção, pra quem não é transcrição e tá tirando do zero a carteira aqui, custa no míiiiinimo 2000€, isso se você é muito talentoso. De toda forma fiquei sabendo que no Brasil também tá caro a beça. Tem muitas diferenças práticas e teóricas em dirigir aqui e no Brasil, as principais que eu vou enumerar:

1-aqui se faz conversão à esquerda no meio do cruzamento, muitas vezes também com outro carro virando a esquerda vindo do lado oposto ao seu, aí vocês ficam “embicados” cada um pra virar pra sua esquerda no meio do cruzamento. Loucura. Mas funciona. No Brasil eu chamaria isso de imprudência!
2-TODO raio de cruzamento você tem que ver se você tem a preferência. Vai achando que só porque tá na “avenida principal” você tem o direito…vai…
3-A velocidade dentro da cidade muda o tempo todo, basicamente de 30 pra 50, e em algumas zonas “de trânsito sossegado” é 10km/h! Dez!!! Você “passeia” com o carro porque na verdade esse tipo de zona é uma grande calçadão. Só que só quem tá fazendo auto escola que respeita essa velocidade, os outros te cortam buzinando. Mas segundo meu instrutor muitas vezes são multados, porque às vezes tem polícia. Costuma ter polícia também checando velocidade em frente a escolas. Bom…aí a pegadinha é que você tá numa rua a 50km e no próximo cruzamento vê a placa de 30, reduz, certo? Nem sempre…porque você tem que ler a OUTRA placa embaixo dessa falando pra qual HORÁRIO essa placa vale! E andar sem comprovada necessidade mais lento que a via permite também é PROIBIDO, porque você atrapalha o trânsito.
4-o sinal verde abre junto pra carros e pessoas. Legal né? (Isso foi sarcasmo). Assim, o que acontece? Oba! Abriu…ops, vem pedestre, fico parada. Agora vou…ops, bicicleta. Ah…mais pedestre e…finalmente, fui. O tempo inteiro virando pra esquerda ou direita SEMPRE tem que prestar MUITA atenção aos pedestres, que obviamente tem preferência e bicicletas. Até quando a super ultra suprema preferência é sua, porque eles também tem direito de errar (ou andar ‘criminalmente’ pelas ruas) e você não tem o direito de atropelar ninguém.

Agora as diferenças na prova prática: aqui a prova dura de 25-45 minutos (a minha durou 30), e você anda de verdade, com direito a pegar um trecho de auto estrada e tudo mais. Tem várias coisas que “podem” ter na prova, e na minha basicamente teve quase todas!!! Fiz baliza, fiz freada de perigo (simulada), peguei auto estrada, fiz retorno em U, virei a esquerda em vários tipos diferentes de cruzamentos, tendo que prestar atenção em cada caso qual linha manter, teve situação de placa “stop”, que tem que parar na linha da visão e não na placa, como no Brasil, mesmo que isso signifique chegar beeem pra frente no cruzamento e virei à direita num sinal peculiar que tem aqui com uma seta verde pintada, significa que você pode virar se não vier ninguém, mesmo que o sinal de verdade esteja vermelho.

Segundo meu instrutor, todos os examinadores são legais, e o meu era mesmo. Fingiu que nem tava prestando atenção direito e me deu as instruções com calma e sem pegadinhas. Foi super tranquilo. Eu estava calmíssima até o último minuto antes de começar a prova. Depois meu braço e perna esquerdos começaram a tremer internamente, mas segurei firme e fui acalmando. Fiquei me lembrando que eu dirijo há 12 anos, que eu gosto de dirigir e que dirijo bem e que ia me lembrar de tudo que o instrutor me ensinou! Deu certo.

Dito isso, foi importante pra mim fazer essas aulinhas. E sugiro, pra quem quer converter a carteira, que aproveite ao máximo os primeiros 6 meses de moradia que você pode dirigir com a carteira brasileira pra você treinar isso tudo sem ter que pagar 28€/45 min!

Não pretendo ter carro aqui, mas já fiz meu “car sharing”! Conhecem? Carro compartilhado. Existem algumas empresas aqui em Berlim que fazem isso, por exemplo drive now e car2go. Paga-se uma inscrição de 20-30€ (que eu não paguei porque tinha um cupom de isenta que ganhei), baixa-se o app pro celular com o mapa de onde tem carros estacionados, você vai lá, abre o carro com o chip que fez no registro, a chave fica dentro, você paga depois com cartão de crédito os minutos que usou, geralmente 0,30€ por minuto com tudo incluído. Tudo. Nem ticket de estacionamento tem que por, só não pode parar em local proibido, né! Aí é assim…você olha onde tá o carro mais perto de você, pega, usa o que precisa, deixa onde quer e ele está livre pra outra pessoa pegar.

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Falta de Vitamina D na Alemanha!

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Resumindo tudo: eu estou com carência de vitamina D e já estou tomando a reposição. Meu nível está 9.3, enquanto o MÍNIMO normal seria 20, e disso o MÍNIMO ideal é de 30-60, sendo considerado bom 50. Eu estava muito cansada há vários meses e hoje que sei de tudo vejo como tudo está conectado e faz sentido. Recentemente descobri um médico em Berlim, na Friedrichstr. 147 que escreveu o doutorado dele sobre isso, Dr. Schober. Ele viu meus exames e pediu pra eu tomar uma dose inicial de 100.000UI e depois mais 40.000 por semana por ser 6 semanas, aí vou fazer outro exame. Ele falou que é ridícula a falta de informação no meio médico aqui na Alemanha sobre isso e que é absurda as doses de 1000ui que os médicos receitam, isso quando receitam. Falou que com certeza  mais de 90% da população da Alemanha é deficiente de vitamina D e se faz pouco pra mudar isso.

Desenvolvendo um pouco: só comecei a fazer a reposição deste hormônio (a verdade é que vitamina D é um hormônio) há pouco mais de 1 mês, sendo que há umas 2 semanas tive certeza que a dosagem de 1000UI (unidades internacionais), em alemão IE (Internationalen Einheiten) que a médica nefrologista em Berlim me recomendou era muito baixa. É seguro tomar até 10.000 unidades (cada comprimido normalmente vendido aqui em qualquer Apotheke contém 1000 UI e não precisa de receita pra comprar.) Uma caixa com 100 comprimidos custa menos de 8€. E os comprimidos de 20.000 UI só vendem com receita e um vidrinho com 50 cápsulas custa 23€.

A falta de sol aqui é muita, principalmente se pensar que venho do Brasil. Por outro lado, pode ser que meu nível de vitamina já estivesse baixo no Brasil, pois sou muito branquinha, fico vermelha em poucos minutos ao sol e sempre achei que sol só fazia mal.

Agora a história longa (LONGA MESMO): desde o meio de 2012 mais ou menos comecei a perceber que eu estava mais cansada que o normal. Meu marido dizia que era preguiça. Fui ao clínico geral aqui em Berlim e ele fez uns exames de sangue, descobriu que minha creatinina tava um pouquinho acima do normal e desconfiou também de hipotiroidismo, me mandou fazer um scan da tiroide. Não deu nada. Fui a outro médico que pediu pra repetir o exame de sangue. A tal creatinina aumentou um pouquinho mais. Ele disse que não era nada preocupante mas que ia me encaminhar pra uma nefrologista. No meio tempo comecei a ficar não só cansada, mas exausta. Isso tinha a ver também com o ritmo super intensivo de ensaios que eu estava tendo para o musical que participei. Eu, que estava antes num período sem fazer praticamente nenhum exercício físico, de repente tinha até 8 horas diárias de ensaios coreográficos por dia. Achei que eu estava simplesmente totalmente fora de forma e pronto. Comecei a lutar com meu corpo pra dar conta de tudo. Chegava em casa exausta, não tinha vontade nem de comer da tão cansada. Aí fui perdendo peso, o que não achei ruim também, afinal já tava tentando perder peso há um tempo, já tinha tentado academia, hidroginástica e dietas e nada dava certo. Cheguei a ir ao médico também pra saber se tinha algo errado, porque eu não conseguia emagrecer. Fiz uns 3 exames de sangue em dias diferentes e nada.

Emagreci 4-5kg, já estava relativamente em forma, dando conta de tudo no espetáculo, cantava, atuava e dançava ao mesmo tempo e estava satisfeita com a batalha que venci contra meu corpo ocioso, mas continuava exausta! Dava conta de tudo mas depois botava os bofes todos pra fora, haja!!! Foi aí que meu pai entrou na história, ele, que mora no Brasil e andou lendo sobre vitamina D, falou que esse cansaço que eu estava poderia muito bem ser isso. Eu, ainda um pouco descrente mas tendo lido que os sintomas podiam sim ser isso, pedi o exame à médica. Ela concordou, mas se eu não tivesse pedido ela não faria! Pediu exames de urina também. Descobrimos então que minha creatinina estava ainda um pouco maior, mas que a substância que realmente significa o bom funcionamento dos rins estava boa. E… a vitamina D estava MUITO abaixo: 9.3, quando o normal seria de 40-60. Aqui na Alemanha é dito 20-40, o que já vi também nas pesquisas americanas que é pouco. O ideal mesmo é considerar normal entre 40-60. Sobre a cretinina um pouquinho elevada, a médica foi me assistir na peça e falou que viu que eu fazia realmente muito esforço físico e não era pra eu me preocupar com a creatinina. Pois bem, mas a vitamina D sim era um problema, então ela me passou uma cápsula que é normalmente usada em tratamento de osteoporose aqui: Sandoz 1000IE (Vitamin D, Folsäure, B12, B6 e K). Tomei 1 cápsula por dia por pouco mais de 2 semanas. O musical já tinha acabado, eu já estava mais descansada e fiquei 10 dias em férias em Portugal. Quando voltei, comecei a ler ainda mais sobre o assunto, principalmente sobre a dosagem e desconfiei que era muito pouco pra mim. Fui a outro médico, este não sabia nada sobre o assunto e ainda falou que ele tinha mais deficiência que a minha e foi na mesma médica que eu e está tomando o mesmo complexo. Contei pra ele tudo que li e que eu achava que deveria tomar pelo menos 4mil UI por dia. Ele, ainda cético, tentou procurar nos livros dele a dosagem pra mim. Não achou nada. Eu falei que li também que nos livros médicos não existe quase nada sobre isso, só em pesquisas e jornais médicos. Ele então concordou que eu comprasse por conta própria uma caixa de Vitamina D3 e tomasse junto com o outro complexo passado pela nefrologista. Não estava ainda satisfeita e fui lendo ainda mais e cheguei a conclusão que devia tomar 10000UI por dia até meu nível se normalizar. Estou impressionada com a falta de informação dos médicos aqui em Berlim. E já vi também no pouco que se pode encontrar aberto ao público em alemão que as dosagens recomendadas são muito baixas, sendo que pra um país com tão pouco sol a preocupação com isso deveria ser muito maior que no Brasil. Entretanto as maiores, melhores e mais confiáveis informações vieram de sites, entrevistas e vídeos brasileiros (também americanos). Já comecei a falar com todos que eu conheço aqui sobre isso e a maioria não me leva a sério, nem o médico com carência parece que levou. Parece que os médicos acham aqui em 10.000UI ao dia é muito…é perigoso, sendo que já está cientificamente comprovado que não é! 10mil unidades é o quanto o próprio corpo produz quando exposto ao sol 15 minutos, segundo Dr. Cícero Coimbra, um especialista em tratar doenças auto imunes com altas doses de vitamina D. O Dr. Schober, que escreveu o doutorado dele relacionando a Vitamina D e mortalidade em pacientes de hemodiálise, disse que o corpo produz até 50mil UI. De toda forma, o sol tem que ser tomado pelo menos nos braços e rosto e o horário acredito que é entre 11 e 16h, mas quanto ao horário certo ainda não sei. De toda forma isso pra mim agora ainda não adianta, ainda estamos aqui no inverno (recém entrada primavera) e mesmo nos dias de sol, não dá pra sair de braço de fora com essas temperaturas geladas! O meu clínico geral falou que não acha que eu deveria tomar mais que 4000 unidades quando tivemos essa última conversa. Ele, que tem mais carência de vitamina que eu e é médico!

Eu escrevi ali em cima que meu texto ia ser bem longo…se você chegou até aqui, parabéns… mais ainda tem mais.

Eu vejo aqui em Berlim que as pessoas ficam FREQUENTEMENTE doentes, principalmente com gripes e resfriados. Os médicos aqui receitam beber muito chá e ficar em casa de molho a semana toda e dão atestados médicos. Eu fico boba mesmo de ver. É  o tempo todo, pra todo lado, durante o ano todo, mas principalmente no inverno. É incrivelmente mais que no Brasil. Também vejo que muitos não tem a menor educação e espirram e tossem sem cobrir a boca e quando cobrem normalmente é com as mãos, que muitos sequer se preocupam em lavar depois ou sequer tentar limpar com um lenço (Mas isso já é outro tema e vem de educação de casa né…). Também vejo MUITA gente usando todo tipo de andador. Isso pode ter sido causado também por falta de vitamina D. É já comprovado que quanto mais longe da linha do Equador o país está, maior a taxa de pessoas com doenças auto imunes.

Estou me sentindo cada vez melhor e mais disposta. Fico mais descansada com menos horas de sono, pra mim o dia ficou maior e mais produtivo. Também não tenho mais aquela preguiça enorme que estava sentindo há uns tempos e acho que todo mundo que eu conheço devia fazer o exame, só por fazer mesmo. Custa o que? Um pouquinho só do seu tempo, pra um bem gigante. Se você não tiver a deficiência, que bom! Já sabe então que faz bem se expor ao sol sem protetor solar por alguns minutos todo dia. Se tem a deficiência, já sabe o que pode fazer e da possível resistência e falta de informação de alguns médicos, e já tem argumentos e experimentos para combater isso. Fora que a vitamina D pode ser comprada sem receita. Aqui na Alemanha é vendida normalmente em comprimidos de 1000 cada um ou de 20mil, estes sim precisam de receita. É raríssimo super dosagem de vitamina D.

Palestra com música na Embaixada de Berlim

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Desta vez postei com atraso. O evento foi ontem na embaixada do Brasil em Berlim, estava cheio e eu cantei algumas músicas para exemplificar o que Dr. Manfred Krapp dizia, acompanhado por ele próprio ao piano. Cantei: Garota de Ipanema, Corcovado, Desafinado, Bonita, Meditação e Inútil Paisagem. Parece que mais palestras como esta virão. Veremos.

Nos dias 18 e 19 de março de 2013 serão comemorados os 50 anos do lançamento do álbum Getz/Gilberto, que trazia a faixa “Garota de Ipanema”, composta por Tom Jobim e Vinícius de Morais. Internacionalmente conhecida, essa canção consagrou o Rio de Janeiro como cidade por excelência dos desejos masculinos.
Esse ícone da feminilidade brasileira será analisado em sua perspectiva psicológica em uma palestra com acompanhamento musical (voz: Isabela Santos, piano: Manfred Krapp). A versão original da canção vai muito além do clichê da garota sedutora e charmosa – mas, em última instância, inatingível – que é objeto de desejo do poeta. A versão em português aponta para um profundo processo de sublimação do desejo masculino. O Dr. Med. Manfred Krapp é especializado em medicina psicosomática e psicanálise, é psiquiatra e psicoanalista com consultório em Berlim.

Local: Embaixada do Brasil, Wallstr. 57, 10179 Berlim.
Entrada gratuita. Exige-se inscrição pelo endereço eletrônico cultural.berlin@itamarty.gov. br

19. März  um 19 Uhr

Vortrag mit musikalischer Begleitung
“Die Garota de Ipanema und ihre Magie: Eine Hommage zum 50. Geburtstag“
von Dr. med. Manfred Krapp

Am 18. und 19. März 2013 jährt sich die Einspielung der LP Getz / Gilberto mit dem Song „Garota de Ipanema/Girl of
Ipanema“ von Antonio Carlos Jobim und Vinicius de Moraes zum fünfzigsten Mal. Dieser weltberühmte Bossa-Nova-
Song machte Rio de Janeiro zum Inbegriff eines sehnsuchtsvollen männlichen Begehrens.
In einem Vortrag mit musikalischer Begleitung (Gesang: Isabela Santos, Klavier: Manfred Krapp) soll diese Ikone des
brasilianischen Weiblichen aus tiefenpsychologischer Sicht gewürdigt werden. Dieses Lied zeichnet nicht nur das Klischee
eines verführerisch-bezaubernden, aber letztlich unnahbaren Mädchens, auf das die US-amerikanische Adaptation
fokussiert. Die brasilianische Originalversion beinhaltet einen tiefgehenden Sublimierungsprozess des männlichen
Begehrens, indem das Mädchen die ekstatische Einheit des Menschen mit der Natur und die Weltseele verkörpert. Eine
vergleichende Betrachtung mit anderen Kompositionen von A. C. Jobim und seine Lebensgeschichte verdeutlichen, wie
im „Garota de Ipanema“ die Ambiguität des Weiblichen für den Mann überwunden wird.
Dr. med. Manfred Krapp ist Facharzt für Psychosomatische Medizin und Psychotherapie, Psychiater und Psychoanalytiker mit
eigener Praxis in Berlin.

Ort: Brasilianische Botschaft, Wallstr. 57, 10179 Berlin. Um Anmeldung wird gebeten unter
cultural.berlim@itamaraty.gov.br

Ópera do Malandro em Berlim chega ao fim (2013)

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Depois de MUITO trabalho estamos chegando ao final. Começamos os ensaios da ópera do malandro, de Chico Buarque no dia 26 de novembro de 2012 no teatro Neuköllner Oper em Berlim, no bairro Neukölln e estreamos a peça no dia 31 de janeiro de 2013. A última semana de ensaios foi a mais intensa de todas e tantas coisa foram alteradas, até mesmo comportamento e intenção de personagens. Depois de sangue, suor e lágrimas, a peça foi crescendo e desde o primeiro dia até o último temos a casa lotada. Em alguns dias até mais que lotada, com gente em pé e assentada no chão. Os ensaios para mim foram duros, principalmente os coreográficos, afinal eu nunca tinha feito nada do gênero antes. Já fiz aula de “dança jazz”, adorava ir ao forró, fiz uns meses de “dança afro”, tudo quando ainda era adolescente e em 2010 fiz uns meses de sapateado. Essa era minha experiência com dança, mas nada profissional. Profissional somente canto mesmo e digamos que alguma (pouquíssima) experiência como atriz, já que havia sido sempre em ópera tradicionais, que vejo, hoje, são bem mais fáceis de fazer do que teatro pra valer! Eu já tinha cantado no Brasil a ópera “Der Schauspieldirektor”, de Mozart, que entre as músicas tem pedaços falados, como teatro mesmo e como era no Brasil fizemos em português, claro. As músicas em original, alemão e para o público legenda. Aqui, na ópera do malandro foi assim, só que ao contrário. Teatro em alemão e músicas em português com legenda em alemão pro público. Mas a ópera do malandro não é uma “ópera” de verdade, este nome é um jogo do autor. A ópera do Malandro é na verdade um musical, até porque iria ficar ridículo cantar músicas populares como Folhetim e Homenagem ao Malandro, por exemplo em estilo operístico. Chico Buarque teve várias referências e inspirações para a trama de sua peça, dentre elas “Die Dreigoscheroper”, texto de Brecht e música de Weil. Realmente a semelhança é muita, até mesmo a hora em que as músicas aparecem. Mas como todo gênio, Chico transpõe como ninguém para a realidade brasileira o que precisa ser transposto e compõe suas músicas inéditas também. No elenco de Berlim somos 8 pessoas, sendo 4 alemães e 4 brasileiros.

Enfim… sucesso! Eu estou particularmente feliz com meu crescimento artístico e também o crescimento dos meus personagens. Na peça faço a Fichinha, uma prostituta do Norte do Brasil e a Lúcia, a filha do Chefe de Polícia Chaves, que está grávida do malandro Max Overseas. Minha Fichinha começou como uma prostituta muito sensível, que chorava o tempo todo e era até inocente e se desenvolveu pra uma prostituta ignorante e de certa forma corajosa, mas um personagem cômico. A Lúcia é uma mulher temperamental e apaixonada, mas que não se deixa enganar. Eu adoro fazer a cena da Lúcia na cadeia com Max e na continuação Teresinha entra e culmina na briga das duas com a canção “O meu amor”. Depois Teresinha é botada pra fora e Lúcia continua com Max, finge que engole suas mentiras mas canta “Palavra de Mulher”, uma música que foi composta especialmente para Elba Ramalho, e não na primeira versão da peça. Elba Ramalho foi crescendo na trama e foi aí que ganhou também este solo, que canto orgulhosamente. É uma música muito intensa. Como Fichinha meu solo é Folhetim, que é outra música que adoro, lindíssima mas bem mais leve que Palavra de Mulher. O dueto O meu amor é coreografado e Lúcia e Teresinha tentam mostrar não só com a poesia da música o que cada uma tem de Max, mas também com os gestos.

Foi um trabalho muito legal e que eu adoraria repetir. E com a casa cheia todos os dias, com 19 apresentações no total, quem sabe o teatro não resolve fazer uma nova temporada? Vamos ver. Todas as fotos abaixo são do meu arquivo pessoal e foram tiradas com meu celular.

Bossa Berlin no Café/restaurante Hofperle

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Vou cantar bossa nova e samba com o violonista Eugênio Rodrigues dia 11 de fevereiro de 2013 no restaurante Hofperle, em Berlim. Entrada franca, doações bem vindas. O show começa por volta de 19:30. Hofperle fica diretamente embaixo do teatro Neuköllner Oper, na Karl Marx Str.131-133, onde atualmente canto a Ópera do Malandro com texto alemão e músicas originais, em português. Metrô mais próximo U7 Karl Marx Str.

Opera do Malandro em Berlim

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Ihr seid herzlich eingeladen zur “Opera do Malandro”, die “brasilianische Bettleroper” von Chico Buarque in deutscher Fassung von Lilli-Hannah Hoepner, Luciana Rangel und Bernhard Glocksin. Das ist keine “echte” Oper, es ist mehr eine “samba musical”, pikant und lustig. Der Text wird auf Deutsch gespielt und die Lieder auf Portugiesisch gesungen, mit Deutschen Untertiteln. Ich spiele 2 Rollen, eine Nutte (Fichinha) und die Tochter des Polizeipräsidenten (Lúcia). Mehr über die Geschichte könnt ihr in der Nk.Oper Seite lesen: http://www.neukoellneroper.de/

Spieltermine: 31. Januar; 2./3., 7.–10., 13./14., 16./17., 21.–14., 28. Februar sowie 1.–3. März, 20 Uhr

Die Tickets kosten von 13 bis 24€

Ermäßigte Karten zu 9 € erhalten Schüler, Studenten, Auszubildende, Wehr- und Ersatzdienstleistende sowie Begleitpersonen von Schwerbehinderten gegen Vorlage eines gültigen Ausweises.

Der Stück dauert etwa 2 Stunden.

Últimas datas de 2012

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9 dezembro de 2012 às 18h Humboldt Kammerchor – St. Matthäus Kirche hORA Gottesdienst (Missa com música) – Grátis

http://www.stiftung-stmatthaeus.de/programm/gottesdienste/

15 de dezembro de 2012, 20h Unterwasseroper no Baerwaldbad -27€ antecipado e 34€ na hora

16 de dezembro de 2012 18h St. Matthäus Kirche, hORA Gottesdienst (Missa com música) – Grátis

20 de dezembro 2012 às 19:30 Humboldt Kammerchor – concerto – St. Matthäus Kirche – 12€

KCHU-Magnum Mysterium